Surgir quando era esquecimento, retocar as linhas das insistentes chamadas. O silêncio da tua voz cobrindo a outra que fala, tua ausência mais presente que a presença que me tenta. São moças reeditadas pela obsessão do direitor que não abre espaço para as falhas que confirmam o tropeço dos inéditos. E tudo para? __O corte./
Sentou no banco do jardim ou no banco da praia, isso ainda era cenário. Ela está em sua companhia. Em sua companhia. Ele encosta, o que é diferente de pegar, na mão de Teresa. Angústia é Teresa. O estranho esbarra na pele e penetra em seus poros dilatados. Ele pressentiu que Teresa começava a formar um corpo e o estranho era a primeira marca estupefata que tocou no registro desconhecido de Teresa: Teresa.
.com ou sem óculos Yves, teus olhos.
.desde você,
bergman é mais uma história.
bergman é mais uma história.
.troquei o cinema pela concha, tua acústica.
.páprica e curry podem combinar.
.sinais vermelhos são beijos. verde é buzina.
. alegria não dá uma página, mas e daí?
.teus bilhetinhos são mais perigosos que os poemas.
.você é mais perigosa que o poema e o teu gato é baudelaire.
Bastam seis? Seis é o número da suposta liberdade, seria a queda dos analfabetos políticos e ditadores do corpo, uma inquisição que queima a heresia de não ter o direito de escolha. Bem seria não depender do bastam seis. Bem seria prescindir do Estado, instituições capitalistas e suas cruzes para nos dizer quando e como proceder com o nosso corpo. Comemoremos, quem se privará? Em alto tom para incomodar Aristóteles e Dons, mas esse é um prazer de segunda, ops - seis mãos!
Delicadezas causam quebras e fala baixo quando os olhos gritam. Ficamos assim, cinco anos depois qual será a bagagem dessas viagens? O horizonte engasga, mas é suspiro. Daqui posso ver as geleiras derreterem. Último fósforo cabe agora como a tarde verde que ressurge no branco dos bancos e descuido pueril que não se importava em rasgar quatro vidas pela possibilidade impressionista. Volta semiótica guardada com registros fotográficos, chave baú perdida. Teu lago por águas cobreadas, caminhos que o ray-ban oculta quando única pista é estrada sobrancelha - esquerda exata ou ainda contramão das diferenças apaixonadas.
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